

LANÇAMENTO DOS NOVOS CURTAS 16MM DE BRASÍLIA
com convidado especial: O Cego Estrangeiro, de Marcius Barbieri
Quarta-feira, 20 de dezembro
No Cine Academia
Duas sessões: 19h00 e 20h15
Debate após a última sessão: 21h30
Os filmes serão projetados na ordem:
O Reencontro, de Eduardo Sodré
Flor Madrugada, de Nôga Ribeiro
A Dança da Espera, de André Nascimento
100 Anos de Perdão, de William Allves
Cá e Lá, de Aurélio Aragão
Bumba, de Roberto Robalinho
Instante, de André Nascimento
O Cego Estrangeiro, de Marcius Barbieri (convidado)
A entrada é franca!!!
MANIFESTO DOS REALIZADORES ALIENÍGENAS EM 16MM
Nós, realizadores do 16mm, diante da ausência de um espaço
oficial para o
debate, reivindicamos e conquistamos junto à Organização
do Festival esse
direito.
Este debate permitiu a troca de idéias e a reflexão crítica
sobre a produção
do cinema em 16mm no país.
O 16mm é por excelência um espaço privilegiado para experimentação,
para o
documentário, e para os novos realizadores, OXIGENANDO e formando a
identidade futura do nosso cinema.
Temos aqui uma dezena de realizadores de diversos Estados, que vieram com
seus filmes e vão voltar pra casa sem tê-los mostrado para um público
que
poderia ter sido muito maior: AS PROJEÇÕES NA 508 SUL ESTIVERAM
LOTADAS,
QUENTES, APERTADAS E ESTRANHAMENTE RUIDOSAS.
Mesmo com todas as condições ruins, o público resistiu
bravamente e
compareceu. A recepção foi a melhor possível.
Quem aqui gosta de ver filmes em uma sala quente e apertada e com som ruim?
Devido ao grande número de inscritos - 57 curtas - houve SELEÇÃO
DE FILMES
em 16mm, o que demonstra um aumento da produção e uma necessidade
de se
repensar o espaço reservado ao formato.
Esperamos que para o próximo ano o 16mm:
- Possua espaço oficial para o debate;
- Que o horário do debate e das exibições não concorra
com outras atividades
do Festival;
- Que haja REPRISE dos filmes nas cidades satélites;
- Que se estabeleça o Prêmio do Júri Popular para a categoria;
- E finalmente, que a exibição dos 16mm profane o espaço
sagrado e PASSE A
SER EXIBIDO NO CINE BRASÍLIA. Salve seu Tranca Rua, que abre o caminho
de
todos!
O descaso com o 16mm não é um descaso apenas com a BITOLA. É
um descaso com
o CINEMA NACIONAL - com a sua raiz e com sua formação. Não
podemos esquecer
que boa parte dos cineastas começou com a possibilidade do 16mm. Vale
citar
Linduarte Noronha, homenageado neste Festival, pelos 40 anos de seu ARUANDA,
filme em 16mm que deflagrou todo movimento do Cinema Novo, mudando a
história do Cinema Brasileiro.
Agradecemos a participação de todos que assistiram aos filmes
e foram aos
debates. E em especial, à presença transcendental do guru Maurice
Capovilla.
Nós, realizadores de 16mm, gostaríamos aqui de oferecer e estabelecer
o
prêmio TRANCA RUA - exu que abre o caminha de todos - pra personalidade
que
se destacar durante o Festival de Brasília na defesa do cinema em 16mm.
Este ano, o prêmio TRANCA RUA vai para Maurice Capovilla.
Não importa o tamanho da BITOLA, mas sim PRAZER que ela proporciona.